
Os miúdos, por muito bem educados que sejam, todos têm as mesmas fases, as mesmas “pancadas”. Invariavelmente todos fazem as suas fitazinhas, as suas birras. Todos se rebolam no chão, se sujam, se magoam. Todos são especiais e todos são iguais.
A mãe é a má da fita. A avó ou o avô , os seus heróis, claro está.
Mas não há mães perfeitas, como também não há mães péssimas porque dão uma uma palmada merecida, ou porque de vez em quando berram, quando o seu limiar de pachorra e tolerância já transpôs todas as barreiras do largo espectro materno.
As mães, embora não pareça, são seres humanos, com os seus defeitos e as suas virtudes. Claro que os defeitos são, invariavelmente, os mais apontados, os mais visíveis, os mais comentados. Claro que eu também os tenho, apenas não admito críticas… mas isso é outra conversa…
Por vezes, leio coisas escritas por mamãs, mães perfeitas, retratos pintados a cor de rosa, com alguns laivos de branca candura e uma doce lisura.
Penso: será mesmo assim? Será que eu não soube…? Ou será que a palete de cores que se escolhe para “botar figura” é que é diferente da minha?
Sabem, é que a minha palete de cores, desde muito cedo, foi muito limitada: preto e cinzento. Cabia a mim colori-la o mais possível, superar os erros da genética e o desígnio de Deus. Não era tarefa fácil, pois não?
Soube? Não soube?
Tudo uma questão de cores…
A mãe é a má da fita. A avó ou o avô , os seus heróis, claro está.
Mas não há mães perfeitas, como também não há mães péssimas porque dão uma uma palmada merecida, ou porque de vez em quando berram, quando o seu limiar de pachorra e tolerância já transpôs todas as barreiras do largo espectro materno.
As mães, embora não pareça, são seres humanos, com os seus defeitos e as suas virtudes. Claro que os defeitos são, invariavelmente, os mais apontados, os mais visíveis, os mais comentados. Claro que eu também os tenho, apenas não admito críticas… mas isso é outra conversa…
Por vezes, leio coisas escritas por mamãs, mães perfeitas, retratos pintados a cor de rosa, com alguns laivos de branca candura e uma doce lisura.
Penso: será mesmo assim? Será que eu não soube…? Ou será que a palete de cores que se escolhe para “botar figura” é que é diferente da minha?
Sabem, é que a minha palete de cores, desde muito cedo, foi muito limitada: preto e cinzento. Cabia a mim colori-la o mais possível, superar os erros da genética e o desígnio de Deus. Não era tarefa fácil, pois não?
Soube? Não soube?
Tudo uma questão de cores…

